E aí, meus queridos dO Trem! É com muita satisfação que hoje lhes trago uma análise pessoal do mais novo álbum da minha banda favorita! Mergulhem junto comigo no mundo de “The Hunting Party”, do Linkin Park!
“The Hunting Party” vem com uma proposta mais pesada do que os três álbuns anteriores do LInkin Park, “Living Things” [2012], “A Thousand Suns” [2010] e “Minutes to Midnight” [2007]. Produzido por Mike Shinoda e Brad Delson, membros da banda, além da excelente Emile Haynie [produtora de “Born To Die” da Lana Del Rey e de “Unorthodox Jukebox”, do Bruno Mars] e do lendário Rob Cavallo [que já trabalhou com Black Sabbath, Goo Goo Dolls, Eric Clapton, Paramore...]
A ideia geral do álbum é reavivar o rock que outrora estava em evidência no mercado mundial. Bandas como Imagine Dragons e Foster The People hoje são os carros-chefe do estilo, porém o som que fazem é mais leve, portanto, mais genérico [Se você é fã destas bandas, não me xingue: eu também gosto delas. Essas são palavras de Mike Shinoda, e podem ser vistas aqui.]
Dadas as perspectivas, vamos às análises:
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| The Hunting Party - Linkin Park | Capa do álbum |
‘All For Nothing’, que possui participação de Page Hamilton, vocalista e guitarrista da banda Helmet, já possui uma pegada mais alternativa, sendo também pesada porém mais cadenciada. A participação de Mike Shinoda neste som é destacada, rimando violentamente. O solo de guitarra também é destaque, embora simples, mas bem encaixado.
‘Guilty All The Same’ foi a primeira música a ser liberada par audição do álbum. Possui efeitos mais simples e soa como a canção mais ‘crua’ do álbum, com poucos efeitos, mesmo nas guitarras. Lembra alguns sons antigos que o Linkin Park não lançou e que os fãs mais assíduos conhecem, como ‘QWERTY’, lançada em 2008 através de um EP. A participação de Rakim, lenda viva do Hip-Hop, é acertada e um dos pontos mais altos do álbum: suas rimas são pesadas, diretas e viscerais. A voz de Chester, também soando mais crua, rasga no refrão e mostra seu poder.
‘The Summoning’ é uma intro bastante funcional para ‘War’, que é de longe a faixa mais punk do álbum, mostrando a influência de bandas como Rancid na formação do LInkin Park. Chester grita e não perde a linha tonal em momento algum da música, mostrando mais uma vez que ainda possui muita energia para dissipar em sua carreira. O solo mais uma vez é bem encaixado e merece destaque. Certamente será uma música muito cantada pela plateia nos shows!
‘Wastelands’ é uma das mais técnicas do álbum, com um riff bem trabalhado e letra politizada, com a marca de Shinoda, possuindo também um acompanhamento das turntables de Mr. Hahn. Diria que este é um som que mistura muito bem todas as fases do Linkin Park e mostra toda a experiência adquirida pela banda ao longo destes quinze anos de estrada.
‘Until It’s Gone’, que também havia sido liberada para audição há um tempo, possui acompanhamento e grandeza típicos de bandas como Muse. A letra é curta, porém acertada. O peso aqui é mais balanceado, e a voz de Chester mais lírica e controlada. Há um solo de guitarra mais discreto nela também. O som termina com um choro de criança, como que anunciando o nascimento de algo novo...
...E é inegável que, em termos de Linkin Park, algo novo nasce mesmo. ‘Rebellion’ possui a marca notória de Daron Malakian, guitarrista e vocalista do System Of A Down - que participa do som - mas com as vozes e o poder lírico de Mike Shinoda. Mais uma vez a bateria faz uma excelente linha [Rob Bourdon é o membro da banda que mais evoluiu neste álbum].
‘Mark The Graves’ é uma mistura bem executada de peso e cadência. Aqui é a vez de Mike Shinoda mostrar que também possui certa versatilidade em sua voz, participando até mesmo do refrão, gritando juntamente a Chester. Rob Bourdon mais uma vez se destaca fazendo a melhor linha de bateria do álbum, bastante criativa, na minha opinião a segunda melhor da sua carreira [perdendo para ‘Easier to Run’, do álbum Meteora (2003)].
‘Drawbar’, com participação de Tom Morello, guitarrista de Rage Against The Machine e ex Audioslave, é um som instrumental que destaca-se pela sua levada de piano. Acaba servindo de interlúdio entre ‘Mark the Graves’ e ‘Final Masquerade’. Tom Morello faz um acompanhamento para o piano que acaba sendo o principal instrumento no som. Apesar de não usar a capacidade gigante de Morello, o som é bonito e funciona.
‘Final Masquerade’ é menos pesado e mais emotivo. Letra forte, belo trabalho vocal de Chester. O som dá uma ambientação de ‘dia chuvoso, final triste’ para o som. Ponto para a banda, versatilizando no pesado – e executando bem a proposta.
‘A Line in The Sand’ volta com o peso do álbum, e mais uma vez flerta com o hardcore, com lampejos de progressividade. Letra mais filosófica, com um break no meio do som para o hip-hop de Shinoda. A faixa mais longa do álbum a também a última faixa, finalizando muito bem. Solo de guitarra mais uma vez efetivo, bateria insana!
“The Hunting Party” cumpre a proposta da banda, e ainda adiciona mais coisas. Passeia entre o peso e o reflexivo, exige dos membros como jamais exigiu antes [especialmente de Brad Delson, pois possui muitos solos, e de Rob Bourdon, o mais exigido na minha opinião]. É um álbum maduro, com ares de álbum antigo [deve ser por ter sido tratado de forma analógica na sua produção], mas que vem para dar tentar uma renovada no rock mainstream de hoje. Para quem é fã, acerta em cheio no coração; Para quem não é, uma ótima pedida!
Quem se aventurar a ouvir “The Hunting Party” deve absorver a proposta de cada som [acredite, são bem diferentes], deixar fluir o instrumental e refletir cada letra. Desde a solidão e perplexidade de “Final Masquerade”, passando pelo canto anárquico de “Rebellion”, até a reação contida em “All For Nothing”... Certamente será uma experiência incrível!
Deixo-vos com o segundo single do álbum, “Until It’s Gone”.



2 comentários:
Caraca!
O último almbúm que realmente gostei dos caras foi "minutes to midnight". Os seguintes tomaram uns rumos que não me agradaram muito.. Mas esse novo trabalho está DO CARALHO!
Mandou bem Paulo!
Caraca!
O último almbúm que realmente gostei dos caras foi "minutes to midnight". Os seguintes tomaram uns rumos que não me agradaram muito.. Mas esse novo trabalho está DO CARALHO!
Mandou bem Paulo!
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