sábado, 17 de janeiro de 2015

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Porque todos nós temos um lado obscuro a ser revelado



Escrever sobre qualquer álbum do Pink Floyd é mexer com cacos de vidro. Não porque seja difícil, mas por ser uma banda com musicas delicadas o bastante para gerar milhares de interpretações e no final você não terá nenhuma resposta concreta. Aliás, durante o tempo em que escutei Pink Floyd, abstrato é a palavra que chega mais perto de descrever suas musicas. 

Dos álbuns da banda que escolhi falar e para muitos apresentar foi o The Dark Side of The Moon, não porque seja o meu preferido ou muito menos porque se tornou muito mainstream a galera usar a camiseta do “triangulo” (o famoso  Prisma) pelas ruas da infinita São Paulo. Não.  Quero deixar bem claro que os meus preferidos é o Animals, que tem apenas cinco faixas e faz meu cérebro saltar profundamente toda vez que escuto a trilogia Pigs, a Dogs e a Sheep e o Atom Heart Mother com (também) cinco faixas e faz as lágrimas jorrarem inesperadamente com a If e Fat Old Sun.

Então você me pergunta: Ok, então porque você não fala sobre os seus álbuns preferidos, então?
E eu respondo: Porque é impossível falar de Pink Floyd e deixar para trás esta obra de arte que é um orgasmo musical (desculpe a expressão, crianças).

O Outro Lado da Lua.  Mundialmente conhecido como The Dark Side of the Moon, que alcançou aproximadamente 30 milhões de cópias vendidas, foi um dos álbuns que mostraram a profundidade que a banda poderia alcançar os neurônios de seu cérebro com o lado escuro da vida de cada um de nós (por isso o nome, no caso, a lua seria nós mesmos).  As dez faixas que estão no disco tem completa ligação com o que vivemos hoje em dia, deixando-nos totalmente fora de nossos sentidos e levando a outra dimensão. 

O álbum gira em torno de um mistério, pois as faixas do álbum quando são colocados em uma determinada ordem, fica simultâneo com o filme O Mágico de OZ, (chamado de The dark side of the Rainbow), mas a banda afirmou que nada foi planejado e que foi pura coincidência. Vamos acreditar, então.  

Na faixa Money, muito conhecida pelo começo inesquecível de caixas registradoras trabalhando o tempo todo e moedas caindo, mostra a questão da busca insana pelo dinheiro. Arranje um bom emprego que pague bem e assim você terá o melhor um carro bom, hotéis cinco estrelas e tudo o que você bem entender, enquanto a coerência vai para o ralo. 

A Time fala sobre o tempo que nunca é o suficiente, por mais que você tente encaixar tudo o que você precisa fazer em apenas 24 horas quando chega a noite e você deita na cama, percebe que ainda não deu conta de tudo e quando se vê. Isso todos os dias, até que você percebe que já se passaram dez anos e a cada dia que passou foi ficando cada vez mais confuso.

 A doce e terna Breath que é um recado a quem está desesperado o bastante para terminar um trabalho e começar outro, mas não fique apreensivo, apenas respire o ar pois tudo o que você toca, as lágrimas que você chora e os sorrisos que você dá é tudo o que sua vida é sempre será transformada nas lembranças (muitas vezes dolorosas).

Brain Demage é simplesmente um recado para todos os lunáticos, a forma como os instrumentos se manifestam e se comunicam a cada nota expressada é realmente uma forma de dizer que você está no lado escuro da lua. 

Por fim o álbum encerra de maneira significativa com minha favorita a Eclipse. Uma verdadeira porrada em sua cara. Essa música é um desafio para suas memórias assim que as sentenças são colocadas em seus ouvidos. Não se assuste se toda a sua vida for passando em sua mente enquanto a escuta, mostrando um filme que você mesmo produziu e não percebe, mas continua produzindo a cada dia em uma perfeita sincronia, embora muitas vezes você pense que tudo não tenha sentido algum no momento. Aliás, tudo o que você ama, tudo o que você toca, odeia, sente, vê, destrói, cria, diz, faz, protege, suspeita, briga, descabela as pessoas que você conhece (ou melhor, acha que conhece) e até mesmo o que ainda o que ainda não aconteceu, está sob o sol em perfeita sincronia. 
Mas não esqueça que o sol é encoberto pela lua. 

Agora, fique com o álbum em sincronia com o clássico filme O Mágico de Oz, famoso também como The Dark Side of the Rainbow. 

Será que foi mesmo uma coincidência? 
Quanto as conclusões deixarei para vocês tirarem, 
Enjoy it guys!

“Por mais que você viva e voe alto
E os sorrisos que você vai dar e lágrimas que vai chorar
E tudo que você toca e tudo que você vê
É tudo que sua vida sempre será”
-Breathe




1 comentários:

Lui Pesce disse...

Amo este disco ! Faz minha cabeça há pelo menos 10 anos e, ainda assim, toda vez que o ouço mergulho nele (ou será que ele mergulha em mim?)