Porque as confissões são necessárias
A banda que falaremos hoje não é popular, muito menos atual, durante o tempo que estavam na estrada foram divulgados na imprensa principalmente pelas trocas perturbadoras, rivalidade dos integrantes e muitas outras confusões. Quando ouvi falar sobre eles imaginei que eram aquelas bandas que só pensam em brigar e música que é bom, nada. Mas um dia, folheando as páginas do livro 1001 Discos para ouvir antes de morrer (um dos meus preferidos) me deparei com uma recomendação do disco “It’s a Shame about Ray”, rapidamente me bateu uma leve curiosidade e fui escutar no Santo Youtube.
Conclusão: Eu me apaixonei.
Naturalmente.
As músicas são carregadas de confissões. Ao escutar você pode se identificar com algumas, outras tem uma forma divertida e descontraída e ao mesmo tempo serena e reflexiva como acontece, principalmente , em It’s about time It’s a shame about Ray e My Drug Buddy, já para aqueles que querem agitar de vez em quando a Bit Part é ótima para você que quer dar uma extravasada, aliás todos nós precisamos dar um grito ás vezes (confesso que ao escutar essa musica pela primeira vez levei um susto com os gritos da moça no inicio, mas depois você entende que ela só queria desabafar um pouco), Confetti traz a sensação de estar em um daqueles filmes da sessão da tarde com adolescentes cheio de espinhas chegando atrasados na escola. Para você que toca violão de vez em quando na calçada pretendendo conquistar as meninas e os meninos que passam despretensiosamente na rua ( estamos de olho) recomendo as minhas preferidas, você utilizará poucos acordes e será bem feliz com Being Around e Frank Mills.
The Lemonheads teve fortes influências das bandas de punk rock Husker Du e Replacement. Os integrantes originais Evan Dando, Ben Deily e Jesse Peretz se conheceram no colegial e separaram quando Ben e Jesse ingressaram na faculdade enquanto Evan procurava negociar com uma gravadora. Depois disso outros integrantes que fizeram parte como a Juliana Hatfield, seguindo a carreira solo no futuro. Depois disso, como tenho dito no principio deste texto, houveram muitas brigas e rivalidade, ao escutar alguns álbuns da banda percebemos como é vidente a desunião do grupo, pois não é possível reconhecer qual o tipo de som que eles realmente fazem, se é folk, punk ou até mesmo country.
Mas o que queremos mesmo é música.
E como de praxe, enjoy it!
“I'm too much with myself, I wanna be someone else.”
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