Porque a alma também precisa ser sentida.
Confesso que já escutei milhares de álbuns durante a minha pequena caminhada chamada vida (embora não seja tão longa assim), alguns gostei muito enquanto outros apenas senti um leve enjoo e tive vontade de jogar fora, mas por uma questão de vaidade deixei na estante sem ao menos ter escutado mais de uma vez, outros tive vontade de abraçar e regar como flores, mas posso dizer uma coisa, amigos, foram poucos os álbuns que arrancaram de mim aqueles sentimentos que temos e que estão tão guardados, mas tão guardados que nem você mesmo sabia que ainda existiam ou sabia que poderiam existir. Posso dizer que apenas Pink Floyd e... Joni Mitchel, a moça que falarei um pouco hoje, me fizeram sentir isso.
Há um tempo atrás (um passado não muito distante) um amigo que considero muito me enviou uma música que viria se tornar uma das que não classifico como música, mas sim como hinos, essa canção não era nada menos do que All i want de Joni Mitchel. Sim colegas, uma música franca, recatada e mostrando um amontoado de sentimentos sem uma aberração de instrumentos, apenas a voz de Mitchel se destacando com as palavras sinceras e com muita dor. Pensei de imediato: “Ótimo, os elementos essenciais para uma boa música”.
Curiosa como sou, procurei escutar alguns de seus álbuns e me deparei com mais palavras que cortam o coração e dentre as outras musicas dela que me identifiquei muito, foram a River, recomendada para escutar no natal ou nos dias antes dele pela melancolia que esta época apresenta e os pensamentos de que tudo poderia ter sido melhor, Cactus Tree que fala a respeito das declarações de amor, mas não de uma maneira adolescente e sim de uma forma poética e reflexiva, especialmente aquelas que fazemos ao vento de vez em quando enquanto o outro está ocupado sendo livre, espalhando seu riso fácil pelas milhares de ruas existentes por ai, e a Both Sides Now que é basicamente sobre nuvens, solidão, luas, lágrimas, medo, ilusões, rodas gigantes e a sensação de que por mais que o tempo passe, você nunca saberá tudo sobre a vida, haverá teorias e mais teorias, mas nunca será algo concreto.
Roberta Joan Anderson, conhecida por Joni Mitchell apenas, tem uma voz tão potente que consegue atingir uma extensão vocal de duas oitavas e meia. Do Canadá para o mundo apresentando classe, estilo, sinceridade em suas músicas e até mesmo em sua postura. Ficou em 75º lugar como uma das melhores guitarristas de todos os tempos pela revista Rolling Stones e foi uma das convidadas para participar do Woodstock, não participando por motivos pessoais. Blue é o seu álbum mais conhecido, mas Song to a Seagull e Ladies of the Canyon também apresentam uma sonoridade única.
Então turminha,
Enjoy it!



0 comentários:
Postar um comentário