quinta-feira, 8 de maio de 2014

Reprodução - Michelle SheWolf

Imaginação, podemos encontrar tantas formas para definir está que á a maior janela que podemos encontrar na vida, basicamente é nosso desejo ou necessidade em querer sair para fora da realidade, materializar-nos de um jeito que possamos vislumbrar ou curtir mesmo que parcialmente ,descobrir ,construir teorias do que pode resultar em um desfecho de definição de pensamento ou qualquer tipo de lucidez filosófica quase absoluta em um instante.

O nome encontra sua origem no latim imaginatióne, que significa imagem.

A imaginação é a representação da realidade ou dos objetos e não a coisa em si.

Apesar de parecer um tema que poderia ser discorrido sem maiores questionamentos, a imaginação é algo sem limites, talvez uma das poucas coisas realmente infinitas que podemos conter dentro de nós, ao contrario de todo o resto onde aparentemente estamos apenas contidos. Vejamos como exemplo não da amplitude da imaginação em si, mas da temática na visão de alguns pensadores: Albert Einstein que com muitas das suas citações tentava compartilhar as maravilhas do conhecimento, mas sempre contando com a beleza do universo amplo, subjetivo e criativo. E, é claro, relativo.Vejamos no paragrafo: “Eu acredito na intuição e na inspiração. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando à luz à evolução. Ela é, rigorosamente falando, um fator real na pesquisa científica”. Em contra partida nosso outro amigo Platão descreditava a imaginação por considerá-la o mais baixo grau do conhecimento, por ser algo baseado em devaneios da mente, mais adiante por outro lado Immanuel Kant fez da imaginação transcendental a primeira condição de todos os pensamentos, a primeira coisa antes de todas as coisas na nossa mente, isso por considera-la responsável pela criação de imagens e, como tal, pode intervir na sensação onde a imagem se produz e na memória onde se reproduz. Para fechar o simples mais não simplificado pensamento de Gaston Bachelard "a imaginação é a faculdade de invenção e de renovação".

Mesmo com "enunciados" diferentes acredito que ambos pensadores compreenderam que a imaginação enquanto produção de representações que pressupõe uma atividade do espírito, é dentre tantas a capacidade de criar imagens mentais e poder pensar além da própria realidade, inovando-a. Voltando para o nosso dia a dia, não é estranho ouvirmos frases apresentando diferentes formas de compreensão da imaginação: "Saia deste mundinho da imaginação",  “Que falta de imaginação!”, “Por favor, use a sua imaginação!”, “Cuidado! Ela tem muita imaginação!”, “Que nada! Você andou imaginando tudo isso!”, “Não comece a imaginar coisas!”, “Imagine se tivesse sido assim!”.

Curioso não? Viu como pode diversificado a concepção de algo. No verso: “Que falta de imaginação! ”, a imaginação é representa algo positivo, cuja falta é criticada, imaginar, aqui, aparece como fator capacitativo para pensar, já nas frases: "Saia deste mundinho da imaginação”, “Que nada! Você andou imaginando tudo isso!” ou “Não comece a imaginar coisas!”, a imaginação é tomada como risco de irrealidade, invencionice, mentira, exagero, excesso. Agora, imaginar é inventar ou exagerar, perder o pé da realidade, assumindo, portanto, um sentido bastante negativo. Deixando as diferenças de lado, constatamos facilmente que positiva ou negativamente, a imaginação está referida ao inexistente. A imaginação seria, pois, diretamente reprodutora da percepção, no campo do conhecimento, e indiretamente reprodutora da percepção, no campo da fantasia. Pela imaginação, relacionamo-nos com o ausente e com o inexistente.

Darkendoro - Reprodução/Edon Cox
Perceber esta tela, esta página do "O Trem" é relacionar-se com sua existência, graças á ela, abre-se para nós o tempo futuro e o campo dos possíveis. Exemplo prático na imagem ao lado, eu desenhei isso quando tinha aproximadamente 15 anos, sem dúvidas eu estava pensando em Pokémon, porem a imagem em si me abriu para tantos outros universos dentro da minha mente, vou abrir esta janela um pouco para espanar até onde fui levado : "Darkendoro é o kendoro do Caos, Kendoros são animais que habitam a 5° dimensão do céu, conhecida também como Olimpo, assim como os anjos se rebelaram e se tornaram demônios, os Kendoros que se rebelaram no passado deram origem aos Dragões..." a arte pode ser um pouco confusa, mas é mais ou menos isso que imaginei, dificilmente conseguiremos reproduzir uma imagem criada na mente aqui no mundo palpável, como diria Sartre, isto é "inobservável", tal pensamento está diretamente ligado ao "penso logo existo", não literalmente, mas fortemente relacionado.

A força irrealizadora da imaginação significa, por um lado, que ela é capaz de tornar ausente o que está presente, de tornar presente o ausente e criar inteiramente o inexistente. É por isso que a imaginação tem também uma força prospectiva, isto é, consegue inventar o futuro, é também o que acontece todos os dias, quando sonhamos ou entramos em devaneio. A imaginação tem varias ramificações registradas ao longo da historia, citarei apenas uma, a imaginação fabulosa, de caráter social ou coletivo, que cria os mitos e as lendas pelos quais uma sociedade, um grupo social ou uma comunidade imaginam sua própria origem e a origem de todas as coisas, oferecendo uma explicação para seu presente e sobretudo para a morte.

Devaneios sobre como devanear, pensar, imaginar o que escrever, como e para que? Quem lerá? Tudo isso me guia até aqui, parando agora, mas deixando a mente aberta e acreditando que assim será ai do outro lado da tela, claro, não estamos a confundir o interno com o mundo real, nem tão pouco com a credulidade ingênua, para não dar origem à ilusão. A imaginação coloca hipóteses, faz suposições, e ao contrário de se aliar e confundir com a crença, suspende o juízo – mantém o pensamento sem o afirmar - tornando possível a abertura de um horizonte de possibilidades que favorece o espírito crítico. Longe de fomentar a ilusão, a imaginação impede de cair nela ao introduzir o recuo necessário, a ironia, que desde Sócrates, está na base do progresso intelectual. E assim seguimos.

Até a Próxima.











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