Imaginação, podemos encontrar tantas formas para definir
está que á a maior janela que podemos encontrar na vida, basicamente é nosso
desejo ou necessidade em querer sair para fora da realidade, materializar-nos
de um jeito que possamos vislumbrar ou curtir mesmo que parcialmente ,descobrir
,construir teorias do que pode resultar em um desfecho de definição de pensamento
ou qualquer tipo de lucidez filosófica quase absoluta em um instante.
O nome encontra sua origem no latim imaginatióne, que
significa imagem.
A imaginação é a representação da realidade ou dos objetos e
não a coisa em si.
Apesar de parecer um tema que poderia ser discorrido sem
maiores questionamentos, a imaginação é algo sem limites, talvez uma das poucas
coisas realmente infinitas que podemos conter dentro de nós, ao contrario de
todo o resto onde aparentemente estamos apenas contidos. Vejamos como exemplo
não da amplitude da imaginação em si, mas da temática na visão de alguns pensadores:
Albert Einstein que com muitas das suas citações tentava compartilhar as
maravilhas do conhecimento, mas sempre contando com a beleza do universo amplo,
subjetivo e criativo. E, é claro, relativo.Vejamos no paragrafo: “Eu acredito
na intuição e na inspiração. A imaginação é mais importante que o conhecimento.
O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro,
estimulando o progresso, dando à luz à evolução. Ela é, rigorosamente falando, um
fator real na pesquisa científica”. Em contra partida nosso outro amigo Platão
descreditava a imaginação por considerá-la o mais baixo grau do conhecimento,
por ser algo baseado em devaneios da mente, mais adiante por outro lado
Immanuel Kant fez da imaginação transcendental a primeira condição de todos os
pensamentos, a primeira coisa antes de todas as coisas na nossa mente, isso por
considera-la responsável pela criação de imagens e, como tal, pode intervir na sensação
onde a imagem se produz e na memória onde se reproduz. Para fechar o simples
mais não simplificado pensamento de Gaston Bachelard "a imaginação é a
faculdade de invenção e de renovação".
Mesmo com "enunciados" diferentes acredito que
ambos pensadores compreenderam que a imaginação enquanto produção de
representações que pressupõe uma atividade do espírito, é dentre tantas a capacidade
de criar imagens mentais e poder pensar além da própria realidade, inovando-a. Voltando
para o nosso dia a dia, não é estranho ouvirmos frases apresentando diferentes
formas de compreensão da imaginação: "Saia deste mundinho da
imaginação", “Que falta de
imaginação!”, “Por favor, use a sua imaginação!”, “Cuidado! Ela tem muita imaginação!”,
“Que nada! Você andou imaginando tudo isso!”, “Não comece a imaginar coisas!”,
“Imagine se tivesse sido assim!”.
Curioso não? Viu como pode diversificado a concepção de algo.
No verso: “Que falta de imaginação! ”, a imaginação é representa algo positivo,
cuja falta é criticada, imaginar, aqui, aparece como fator capacitativo para
pensar, já nas frases: "Saia deste mundinho da imaginação”, “Que nada!
Você andou imaginando tudo isso!” ou “Não comece a imaginar coisas!”, a imaginação
é tomada como risco de irrealidade, invencionice, mentira, exagero, excesso. Agora,
imaginar é inventar ou exagerar, perder o pé da realidade, assumindo, portanto,
um sentido bastante negativo. Deixando as diferenças de lado, constatamos
facilmente que positiva ou negativamente, a imaginação está referida ao
inexistente. A imaginação seria, pois, diretamente reprodutora da percepção, no
campo do conhecimento, e indiretamente reprodutora da percepção, no campo da
fantasia. Pela imaginação, relacionamo-nos com o ausente e com o inexistente.
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| Darkendoro - Reprodução/Edon Cox |
A força irrealizadora da imaginação significa, por um lado,
que ela é capaz de tornar ausente o que está presente, de tornar presente o
ausente e criar inteiramente o inexistente. É por isso que a imaginação tem
também uma força prospectiva, isto é, consegue inventar o futuro, é também o
que acontece todos os dias, quando sonhamos ou entramos em devaneio. A imaginação tem
varias ramificações registradas ao longo da historia, citarei apenas uma, a
imaginação fabulosa, de caráter social ou coletivo, que cria os mitos e as
lendas pelos quais uma sociedade, um grupo social ou uma comunidade imaginam
sua própria origem e a origem de todas as coisas, oferecendo uma explicação
para seu presente e sobretudo para a morte.
Devaneios sobre como devanear, pensar, imaginar o que
escrever, como e para que? Quem lerá? Tudo isso me guia até aqui, parando
agora, mas deixando a mente aberta e acreditando que assim será ai do outro
lado da tela, claro, não estamos a confundir o interno com o mundo real, nem
tão pouco com a credulidade ingênua, para não dar origem à ilusão. A imaginação
coloca hipóteses, faz suposições, e ao contrário de se aliar e confundir com a
crença, suspende o juízo – mantém o pensamento sem o afirmar - tornando
possível a abertura de um horizonte de possibilidades que favorece o espírito
crítico. Longe de fomentar a ilusão, a imaginação impede de cair nela ao
introduzir o recuo necessário, a ironia, que desde Sócrates, está na base do
progresso intelectual. E assim seguimos.



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