Pesquisadores descobriram que, entre os que sofrem de insônia, o risco é oito vezes mais comum em pessoas com idades entre 18 e 34 anos
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| Embora o número de mortes por acidente vascular cerebral no Brasil tenha diminuído cerca de 32% nos últimos dez anos, a doença ainda está entre as três principais causas de morte no país |
Pessoas com insônia podem ser mais propensos a ter um acidente vascular cerebral do que as pessoas que não têm problemas para dormir, de acordo com um novo estudo.
Os participantes do estudo que tinham insônia tinham um risco 54 % de AVC durante quatro anos em comparação com as pessoas que não foram diagnosticados com o distúrbio do sono. Eles também descobriram que, entre as pessoas com insônia, o risco foi oito vezes mais comum em pessoas com idades entre 18 e 34 anos do que em pessoas mais velhas.
"Nossos resultados adicionam suporte aos achados anteriores sobre a relação entre insônia e uma ampla gama de riscos para a saúde", disse o autor do estudo Ya-Wen Hsu, um professor na Universidade de Chia Nan, em Taiwan.
"Ainda que a insônia é a queixa mais comum do sono, deve ser visto mais como um sintoma de outra doença", disse Hsu. Para ele, pessoas com insônia devem ser tratadas precocemente para evitar o surgimento de problemas mais graves.
No estudo, os pesquisadores acompanharam um grupo de 21.438 pessoas com insônia e 64.314 pessoas saudáveis durante quatro anos. Ao longo do estudo, 583 (2,7%) dos pacientes com insônia foram internados após sofrerem um acidente vascular cerebral, enquanto que 962 (1,5%) das pessoas que não sofriam de insônia precisaram ser internadas por conta de um AVC.
Os pesquisadores disseram que eles não sabem como ou por que a insônia pode estar relacionada com um aumento do AVC, No entanto, eles especulam que o distúrbio do sono pode contribuir para a inflamação e, consequentemente, aumentar a pressão arterial e desregular o metabolismo, afetando a saúde cardiovascular das pessoas, disse Hsu.
"Aconselhamos que as pessoas com insônia crônica, particularmente os mais jovens, consultem o seu médico saber dos riscos para que, caso sejam identificados, possam ser tratados da forma adequada” disse Hsu em um comunicado.
Embora o número de mortes por acidente vascular cerebral no Brasil tenha diminuído cerca de 32% nos últimos dez anos, a doença ainda está entre as três principais causas de morte no país, de acordo com dados do Ministério da saúde.
Redação O Trem

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