quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sem duvida uma das, se não a maior barreira que podemos encontrar para realizar objetivos são os medos. Medo este que sera a base deste artigo, vamos juntos desenvolver uma das múltiplas formas de ver este assunto.

Reprodução - Kaz Bliss
De modo mais simples poderíamos definir o medo como uma alteração do equilíbrio emocional, ocasionando um estado de alerta, em razão de alguma causa, que normalmente conseguimos identificar o motivo e assim podemos moderar nossas reações. Entretanto, podemos observar que apesar de sermos humanos e compartilharmos os antepassados, mesmo que estejamos na mesma rua no tempo evolutivo, vemos o quão diferente podemos ser no pensar entre nós, sendo assim isso dependeria da estrutura emocional de cada um, ponderar nem sempre é possível.

Todos nós em algum momento da vida sentimos medo, seja para dar o próximo passo, do escuro, da morte, da verdade, da mentira, de algo ou alguém, ele pode tentar te escravizar de varias formas.  O filosofo Baruch de Espinoza, afirmava que o medo é originário de uma ideia equivocada sobre algo e somente poderíamos nos libertar com o conhecimento. Um resumo da Ética espinozista seria o seguinte: compreender o universo é estar libertado dele, compreender tudo é estar livre de tudo, pois só tememos o que não conhecemos e só amamos o que conhecemos , o que, a toda evidência, está implícito no próprio conceito de filosofia – amor à sabedoria.

Sabe aquele pressentimento no intimo de que algo pode acontecer? Ou com flashbacks de boas coisas, indicando possível acontecimento prazeroso, em contrapartida se acontece o contrário, se prepare! Pois o inferno irá começar! Escadas, gato preto, dentre outros, são medos retidos dentro do homem, que guiam sua vida e suas decisões. Quanto medo! Somos reféns de nós mesmos, seja na fortuna ou na adversidade, somos reféns. Levados por vezes a buscar um auxílio divino, buscando a Deus não por causa Dele, mas sim para conservar suas vaidades e perdem, dessa maneira algo que lhes poderia ser verdadeiramente valioso.

Isso é o que me dá medo!

"O medo provoca sensações, reações orgânicas, e a atenção, demasiadamente voltada para tais sensações, aumenta o medo. Forma-se um círculo fechado, onde as sensações provocam mais medo e o medo provoca mais sensações"

“O que eu faço com o medo?”

É, então, uma questão que precisa ser verificada em cada caso, mas na maioria deles é possível 
encontrar mecanismos para lidar com os medos, tornando-os formas positivas de cuidado e cautela, mas não impedimentos à existência. 

E você, o que faz com seus medos?

Para entendermos o que, e como o medo pode ser moldado, tomarei como exemplo nestas mediações a historia do Cavaleiro das Trevas do Christopher Nolan, com uma análise do processo de nascimento, morte e renascimento, acompanhado durante os filmes:

No primeiro filme Bruce cai em um poço, onde se confronta com seus medos (morcegos, escuridão, abandono). Posteriormente ele desce até lá voluntariamente, e toma pra si esse medo, convertendo-o numa arma. O que Bruce evoca e canaliza é uma energia primordial, avassaladora, nutrida do terror, do medo, das sombras, que faz as engrenagens funcionarem à força.

No segundo filme temos o confronto com esse medo projetado no outro: o Coringa é o que aconteceria se a integração e conversão desse medo numa arma se desse de forma desordenada. O Coringa é o Batman que deu errado, e um aviso para Bruce Wayne de onde esse caminho poderia lhe levar. A beleza aqui é que a cidade de Gotham surge mais claramente como um personagem central: o Coringa espalha o ódio surgido do medo para a cidade, que se volta contra si mesma. Batman então se sacrifica pela segunda vez, quando toma a si mesmo como exemplo do que NÃO se deve ser: um justiceiro, um fora-da-lei. Batman então renega sua sombra e deixa a luz guiar Gotham. No terceiro filme vemos Batman e Bruce como uma pessoa só, essa treva reprimida, auto-condenada ao ostracismo. Gotham não precisa mais dele. Alfred, o mordomo, é quem faz o papel da luz, da consciência, que através de uma última cartada tenta chocar, fazer o Bruce despertar. O choque não dá certo e só funciona para que as trevas o suguem ainda mais, o medo retorna e ele se isola ainda mais no buraco em que se meteu (e a metáfora visual da caverna, o útero da mãe-Terra - que abrigou esse órfão - não poderia ser mais precisa e desesperadora).No fim novamente podemos ver o Batam controlar seus medos e vencer seus inimigos.

Não digo que devemos sair por ai lutando contra os vilões, não me entenda mal, quero dizer que da forma correta, os medos nos deixam mais alerta, aguçam nossos sentidos, se tornam um gatilho para ações e não travas das mesmas, e assim podemos lidar melhor com diversos problemas (afogamento, assaltos, decisões, etc)

Já avaliou o quanto eles lhe são importantes ou o quanto eles lhe impedem de ser o que é?

Já pensou na possibilidade de controlá-los? Já se certificou se eles, de fato, lhe são necessários? De que você tem medo? Qual o significado desse medo na sua vida?

Vença!!!

Até a Próxima Quinta.










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