segunda-feira, 28 de abril de 2014


A última década aproximou consideravelmente as pessoas da tecnologia chamada de essencial e postagens em redes sociais causam a sensação de proximidade. Determinamos nossa exata localização em praças de alimentação, parques da cidade, filas de cinema, universidades ou no seu velho sofá, que mesmo grande, cabe apenas um corpo entediado com uma máquina moderna nas mãos.

Hábitos incomuns para uma cidade em que todos podem se encontrar a qualquer momento, mas o que vemos é uma criatura teimosa demais com seus criadores. O que era um simples celular e servia para atiçar a velha expectativa em receber uma aclamada ligação ou um velho e digno torpedo, hoje definha se com as altas definições de seus gigabytes que permitem outras formas de comunicação que travam em amplos sentidos sua utilidade inicial. 

Não se encontram longos assuntos no poço da pressa e da individualidade, ou se encontramos, o sinal operacional não vos permitirá a manutenção própria de um conteúdo atraente e duradouro. A base dos aplicativos que substituem a divina locomoção é estreita demais para as grandes habilidades. Diga oi e algum comando lhe fornecerá uma resposta plausível, vil ou não nada a detém. 

A tecnologia é um caminho sem volta que nos leva para frente e nos joga para trás como um pêndulo que nos orienta para o futuro e para um resumo cada vez mais sucinto das 24 horas que nos foram concedidas pelo universo. O mundo das hashtags demarcam outras dimensões do dia a dia que podem levar qualquer um a qualquer plataforma onde outras já esperam o trem das novidades paliativas, enquanto abaixo do nariz o abismo das relações essenciais é sustentado pelas lacunas de um like nem sempre virado para cima. 











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