quinta-feira, 10 de abril de 2014

Felicidade ? Eudaimonia ? Contínua, constante, real, rara, inexistente, falsa...?
Você é feliz?


Bruno Kenzo - The Road To Happiness

A felicidade é um estado permanente que não parece ter sido feito aqui na Terra, e muito menos para os homens. Por aqui tudo é continuo nada é constante, nem a nós. Vi poucos homens felizes, talvez nenhum; mas vi muitas vezes corações contentes e de tudo que eu tenha visto isso foi o que mais me satisfez. Acredito que se trate de uma consequência natural do poder das sensações sobre os meus sentimentos. Como disse Rousseau. A felicidade não tem sinais exteriores; para a conhecer seria necessário ler no coração do homem feliz; mas a alegria lê-se nos olhos.

Felicidade...e la vamos nós....

Atualmente, é possível observar uma visão geral de que a felicidade está ligada à possibilidade do prazer ilimitado, quase sempre através do consumo. Somos constantemente bombardeados com propagandas nos meios de comunicação, com imagens de pessoas prometendo que podemos ser felizes caso compremos um determinado produto ou nos comportemos de determinada maneira.

A dúvida sobre a relação entre felicidade e prazer é tão antiga quanto a própria Filosofia teríamos que falar do hedonismo para entrar melhor nesta questão, mas fica para uma outra...

“O homem sábio não persegue o que é agradável, mas a ausência de dor” (Aristóteles, Ética a Nicômaco). Reconhecemos que o melhor que o mundo nos pode oferecer é um presente suportável, tranqüilo e sem dor; se isso nos é dado, sabemos apreciá-lo e cuidamos bem para não estragá-lo ansiando sem trégua alegrias imaginárias ou preocupando-nos temerosos com um futuro sempre incerto que, a despeito de nossos esforços depende totalmente do destino. Além disso: por que haveria de ser insensato preocupar-se sempre em usufruir ao máximo o presente único e seguro, se a vida inteira não passa de um fragmento maior do presente e como tal é absolutamente efêmera?” (Arthur Schopenhauer n’A Arte de Ser Feliz, Máxima)

Qual é o maior obstáculo à felicidade? A felicidade não existe. Temos momentos de alegria, mas não existe um estado permanente de satisfação. Separações, a morte de pessoas queridas, doenças e acidentes são inevitáveis. É por isso que a busca pela felicidade plena não faz sentido. O que podemos almejar é a serenidade, algo completamente diferente. Só se atinge a serenidade vencendo o medo. É o medo que nos torna egoístas e nos paralisa, que nos impede de sorrir e de pensar de forma inteligente, agir sabiamente, com liberdade. Os filósofos gregos costumavam dizer que o sábio é aquele que consegue vencer o medo.

A felicidade não pode ser produto de uma alienação, enganação ou delírio. Conhecer-se a si mesmo é uma grande valia para entender mais a felicidae. O procedimento da auto-análise, sem dúvida, pode conduzir o sujeito para desenvolver a coragem de construir um estilo de vida com autocrítica e compromisso de melhorar alguns aspectos da própria vida e dos outros.

Contudo que cada palavra que abra caminho em nossa mente, que seja como a felicidade, difícil de entender, complicado de filosofar, mas marque, e por instinto vc saiba o que é a verdade...
Sim não estamos felizes,exultantes, beatíficos, vivendo nas nuvens, abrigados numa casa de prazer constante e imortal, mas também não somos personagens de uma peça trágica onde tudo é dor, tédio e desejo de morrer, apenas não a espaço para a felicidade do Bonner nem a alegria do BBB, queremos mais, o pensamento adiante sempre, e isso apesar de parecer seguir para o lado negro da força, estamos apenas cada vez mais conectados a algo maior. Talvez até em você que leu até aqui (sem maldade).Você verá oque o excesso de escuridão fará com a luz... e já estou começando a enxergá-la.... 

Negue essa “santidade”, modo de vida ao estilo Barbie, isso não nos convêm, pois nos torna assemelhados a bichos dopados e apáticos, pois não passa de um suicídio disfarçado, tomado gota a gota, é preciso encontrar uma outra sabedoria, um outro modo de vida, uma outra concepção da existência e do desejo... 

Para nosso maior deleite, devemos entrar em degelamento mental, e contribuir para um presente agradável, sem prejudicar aquilo que contemos ou onde estamos contidos, assim nossa preocupação no futuro vai ser branda, não viveremos no saque do futuro antecipado que mata nossos dias... mas a felicidade? Ela esta ai...não acha?

Bem, é isso meu amigos aqui do O Trem, cada um tem sua forma de caminhar diante desta trilha que parece, para alguns, levar até a tal felicidade, seja como for, de alguma forma saber que estamos "compartilhando" some um bloco na minha trilha, aproveite os detalhes, essas pequenas porções rápidas de felicidade, até a próxima. 



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