sexta-feira, 21 de março de 2014

Olá povo dO Trem! Nesta semana, falarei de duas obras distintas, mas que amo de coração! Uma é um anime até certo ponto desconhecido [apesar de sua versão em mangá ter sido lançada por nossas terras pela Panini] e outra é uma obra da literatura mundial consagrada, que possui como um de seus maiores mistérios [e encanto] a não certeza da existência de seu autor, muito embora muitos manuscritos antigos declamem seus feitos...

Comecemos pelo anime: Falemos de “Honey and Clover”!

[Há muitas chances de você amar estes personagens... Muitas mesmo...]

Honey and Clover só pelo seu nome já nos aproxima como seres humanos de sua autora, Chika Umino, pois este nome é uma junção dos dois álbuns musicais favoritos dela: Hachimitsu [Mel em japonês, ‘Honey’ em inglês], da banda Spitz, e Clover, do cantor Suga Shikao. Simples, mas definitivamente aquece o coração...

Basicamente, seu enredo se centra na amizade de um grupo universitário e um de seus professores. Takemoto, Morita, Mayama, Yamada, Hagu e Shuuji viverão diversos momentos juntos, momentos simples, leves, pesados, tensos, tristes, reflexivos, felizes, saudosos... Momentos que costumamos viver diversas vezes em nossas vidas, e que geralmente não damos tanto valor. Até o momento em que nos separamos das pessoas com quem vivemos estes momentos...

É claro que os personagens de Honey and Clover, assim como nós, também não imaginam o momento da separação. Sentimentos são criados [alguns, mais do que amizade], coisas são ditas, são feitas... Cada um desses seis possui seu próprio estigma, sua própria história, suas lágrimas e sorrisos internos. Mas a amizade entre eles é bálsamo para suas dores e ensinamento para suas batalhas.

Eu recomendo Honey and Clover para todos, mas faço uma ressalva: Você sentirá este anime com todo o seu potencial se tiver mais de vinte anos. Digo isso porque nessa idade a chamada ‘crise do quarto de vida’ começa... Nessa idade que podemos sentir o que esses seis sentem e chorar junto com eles, rir junto com eles... Nessa idade a confusão do misto adolescente/adulto nos torna de peito aberto e mente em expansão. Talvez, sendo mais novo você goste muito do anime, mas não o sinta em sua potencialidade total. Não se preocupe, inevitavelmente você passará por algo ao menos parecido com o que eu disse aqui... E nessa hora você lembrará das frases, das músicas, dos momentos de Honey and Clover. E eles terão um sentido amplificado para você.

Honey and Clover possui duas temporadas, sendo que a primeira possui 26 episódios e a segunda é uma continuação direta da primeira, com 12 episódios. Há ainda dois episódios especiais que contam estórias paralelas que também recomendo assistir [afinal, quem nunca teve um Lohmeyer-Senpai na vida...?]

Aprendi muito com esse anime [o assisti há mais de quatro anos atrás], e até hoje eu me lembro dele com um leve aperto no coração... Com aquela sensação que é difícil de descrever, pois é feliz, mas é triste... A saudade que vem junto com a alegria de ter vivido o momento... E gostaria muito que esse sentimento ou algo parelho a ele seja sentido por mais pessoas, pois ele apesar de ser levemente desesperador é um dos que mais nos ensina. Para quem se aventurar: que seja algo próximo ao que foi para mim. Tenho certeza que não se arrependerão!

Agora vamos para o livro. Este livro, apesar de ser muito conhecido, não recebe a valorização devida, em minha opinião. Digo isso porque sua didática, apesar de usar muitos termos cultos, é bem fluída e direta, ao passo que seus ensinamentos são úteis não só no que o autor propõe que sejam, mas para quase todos os desafios que temos na vida.

“A Arte da Guerra”, do folclórico Sun Tzu, é este livro.

Reprodução - businessinsider.com
[Uma das muitas representações de Sun Tzu]
“A Arte da Guerra” é um tratado com treze capítulos, que discorre sobre táticas de batalha com intuito de auxiliar generais no comando em tomadas de decisão. Sun Tzu é reconhecido como um dos maiores estrategistas da história da humanidade [claro, para a parte que acredita em sua existência e seus feitos].

Particularmente, considero “A Arte da Guerra” uma leitura obrigatória, porque Sun Tzu conseguiu a proeza de fazer não apenas um tratado para a guerra... Ele fez um tratado para a vida.

As lições encontradas neste livro certamente lhe farão muito bem se bem aplicadas. O ideal de disciplina, parcimônia, análise e atitude é descrito em situações de batalha, mas quem lê se pega pensando em certos momentos “Eu poderia ter feito isso em tal momento” ou “Posso fazer isso em tal coisa da minha vida”. É um livro que abre mentes. Que ensina a lidar com pessoas. E é por isso que particularmente gosto tanto dele.

Não há muito o que ser dito deste livro além disso. Não é exatamente um manual, mas sim um oráculo impresso, que para cada pessoa trará um apoio específico. É impressionante que mesmo depois de mais de um milênio uma obra possa tocar tantos corações.

Hoje “A Arte da Guerra” pode ser encontrado em qualquer livraria e em diversas versões, inclusive em uma versão pela L&PM Pocket, que geralmente possui um preço muito amigo. E isso também considero impressionante, essa capacidade que temos hoje de poder ter grandes coisas ao nosso alcance – e muitos desperdiçam esta dádiva ou simplesmente não a querem mesmo.

Para quem se interessar, convido a encaixar “A Arte da Guerra” em sua guerra pessoal, seja ela profissional, interna, religiosa, filosófica ou outra qualquer. Sun Tzu conseguirá lhe causar ao menos um lampejo, um pensamento, uma análise, e certamente lhe ajudará.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

[Sun Tzu]

E é isso galera querida! Até a próxima!



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