O Lucas Mendes disse não ter se interessado muito pelo casinho do François Hollande com a atriz Julie Gayet. O Mainardi menos ainda. Fico com o Caio Blinder nessa - adoro uma fofoquinha envolvendo poderosos, e ainda acredito que quem diz não se interessar está mentindo.
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| François Hollande |
A primeira coisa que me impressionou na historieta foi o fato de Hollande andar por aí – a despeito de sua cara inexpressiva de pinguim desiludido, ou de engenheiro que desistiu da carreira para virar gerente de loja de varejo – dando bitocas na bonitinha da Gayet. Fico feliz por ele. Talvez eu deva reavaliar meus conceitos, talvez exista sim algum ser humano que seja socialista e interessante ao mesmo tempo. Ou talvez ele use o papinho da defesa do proletariado para pegar as gatinhas estudantes de artes que costumam adorar um Guevara. Vai saber. De qualquer forma, já viram a namorada oficial dele? Coisa fina!
Outro ponto interessante da história foi o anúncio feito por Hollande de algumas medidas que devem ter deixado à galerinha fanzoca do Opera Mundi meio fula da vida. Um presidente socialista falando de austeridade econômica, redução de impostos e cortes nos gastos da administração pública? Humm... Ainda que Hollande mantenha a conversinha mole do Welfare state – afinal é preciso agradar os parças –, parece que ele não é suficientemente tonto para ignorar que o único remédio eficiente para se gerar emprego na França – ou em qualquer lugar do mundo – é uma injeção de liberalismo econômico. 25% dos jovens franceses não têm onde trabalhar. Se arrumarem emprego, não vão poder ficar em casa ou em cafés baratos jogando o game online em que Hollande roda numa motoca a procura de Gayet. Nada como um escândalo divulgado por uma revista sem muitos escrúpulos para dar uma revigorada nas ideias de um presidente. Deus salve a Closer.
François Hollande é a Lena Dunham da política. François é a prova de que há uma porção de padrões estéticos e esses padrões envolvem outras dezenas de fatores que vão além da ideia clássica de beleza. O que conta hoje mesmo é a personalidade. O que conta hoje mesmo é as “ideia”. E as ideias felizmente podem mudar, mesmo que para tanto, ás vezes seja preciso sair na capa da Closer fazendo peripécias.


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