segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

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Porque não existe beleza maior que a de si própria


Reprodução / Blog Chez Noelle

É notável o culto aos corpos magros, belos e esbeltos na televisão e em toda mídia. Assim como é assustador vermos mulheres sofrendo para atingir um ideal de beleza imposto. Mulheres sem nenhuma necessidade de intervenção acabam entrando em dietas malucas e malhação exagerada para chegar no manequim 36. Não precisava e ainda não precisa!

Antigamente as mulheres “gordinhas” eram consideradas as mais bonitas e eram retratadas nos quadros renascentistas. Depois começou a febre do espartilho, em que as mulheres sofriam para afinar a cintura. Não sou adepta daquela velha história de que “se não tem sofrimento não tem beleza”, a pinicada da pinça é uma coisa, chegar a desmaiar para ter uma cintura menor é outra completamente diferente. 

Marilyn Monroe: Blog Verdade Feminina
Nos anos 50, Marlyn Monroe estava no auge da carreira e era adorada, uma diva do cinema. Olhe as fotos dela é veja que sim, ela era uma mulher normal, com corpo de uma mulher normal. Bela, belíssima! E ela não era magérrima como as pessoas acham que todas as mulheres devem ser.

De uns tempos para cá, começou a “tendência” da barriga negativa. A modelo Candice Swanepoel lançou essa moda e agora muitas mulheres estão correndo atrás. Sinceramente, não quero ver onde esta história toda vai terminar.

Nas passarelas, não só do Brasil, mas do mundo inteiro, as modelos tem que ser magras, altas, fazer academia e seguir alimentação balanceada. Com todo o glamour que a moda passa, principalmente, as jovens meninas que querem fazer de tudo para se adequar no “padrão”, param de comer e deixam de lado a saúde para ter o corpo das modelos. Essas meninas precisam que alguém fale para elas que são lindas do jeito que são e que a saúde tem que sempre vir em primeiro lugar.

Algumas pessoas simplesmente esquecem de que tem mulheres com o biótipo magro e outras que são mais encorpadas. Audrey Hepburn se sentia mal por ser muito magra e esse era o biótipo dela, ela era sim, não pediu para ser, não tentou ser e era linda! Já com a Demi Lovato foi diferente, ela sofreu para emagrecer e agora, cheia de amor com o seu próprio corpo, exibe suas belas curvas por aí e... é linda! Cada pessoa é de um jeito e temos que respeitar, os outros e a nós mesmos.

Audrey Hepburn - Reprodução/Tumblr

Nos principais desfiles e campanhas de moda do mundo inteiro, as modelos são magras e isso não é novidade para ninguém. “A modelo é um cabide para as roupas” sempre me deparo com essa frase aqui e ali, mas se a moda é feita para vestir pessoas, por que não são levados em consideração todos os tipos de pessoas? Não estou falando para colocar só as mulheres gordinhas, só não entendo por que as modelos plus size (que em algumas vezes nem chegam a ser) não tem oportunidade nas passarelas dos maiores eventos de moda. 

Minha consciência sobre o assunto começou a se aflorar há pouco tempo e só percebi o pensamento medíocre que tinha até me ouvir dizendo aquilo, um pensamento tão pequeno que senti vergonha de mim mesma. A ditadura da magreza é perigosa, torna pessoas preconceituosas, mesmo que inconscientemente, e faz outras (muitas) pessoas sofrerem. Nada disso é legal ou aceitável. Depois que parei para pensar, vi o que está a nossa volta e percebi que já está na hora da moda e da mídia parar de ditar “o corpo da vez”. Gosto de moda, mas os conceitos têm que ser revistos.


1 comentários:

Unknown disse...

Li, concordo e sinto muito orgulho de poder dizer que conheço e que tenho um carinho muito grande por você! Você é incrível, e tem um futuro brilhante! Parabéns, que venha outros textos!

Beijos

Paloma.