quarta-feira, 18 de dezembro de 2013


O compromisso do Hospital Albert Einstein com a sustentabilidade remonta aos idos de sua fundação. Construído no início da década de setenta (1971), a partir de doações – graças aos esforços da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE) – o hospital manteve desde o início seu compromisso com um atendimento humanizado, responsabilidade social, além do forte incentivo a pesquisa e estudos na área médica. Nesta matéria trataremos de alguns dos programas de sustentabilidade do hospital, procurando desvendar os porquês do Einstein ser uma referência nacional em conceito de hospital sustentável.

Um ideal que move

Como todo grande projeto, tudo no Einstein se iniciou com uma ideia, que no caso do hospital partiu da SBIBAE, sociedade beneficente fundada em 1950. Para a associação, não era suficiente a construção de um hospital no modelo organizacional clássico. O Einstein surgiu baseado na premissa de oferecer um atendimento de qualidade para o maior número de pessoas possível, tanto que ainda antes de sua construção, na década de 60 a sociedade beneficente israelita já disponibilizava atendimento pediátrico gratuito como parte de suas iniciativas para o acesso a saúde. 

Naturalmente a questão de responsabilidade social se ampliou com o tempo para tópicos como a sustentabilidade ambiental. A profissional Claudia Ociscki, biomédica que atuou no Einstein por quase 10 anos, comenta um pouco sobre a importância da sustentabilidade ambiental na realidade hospitalar. “O desenvolvimento sustentável é um conceito vital para o setor de saúde e pode assumir uma posição especial de liderança na diminuição dos efeitos da mudança climática, reduzindo suas consequências. Os serviços de saúde podem gerar uma série de benefícios sanitários, econômicos e sociais para promoção da saúde da população.” Como se vê, o pensamento da biomédica envolve um dos pilares da sustentabilidade, que se refere a relação de causa e efeito de nossas ações, e neste sentido, os programas sustentáveis do Einstein acabam por gerar resultados positivos para a sua região, e indiretamente, para a sociedade como um todo.

Edifício Verde

Fonte - Portal Albert Einstein
Visão da Unidade Morumbi do Hospital Albert Einstein 

Uma das iniciativas do Hospital Albert Einstein que obteve maior sucesso e repercussão – inclusive internacional – foi a construção do Pavilhão Vicky e Joseph Safra, na Unidade Morumbi. Tudo isso porque o pavilhão recebeu certificação LEED GOLD, um certificado criado pelo U.S. Green Building Council e verificada pelo Green Building Certification Institute (GBCI). O LEED é dado a toda construção que respeita princípios sustentáveis, além de manter sua rotina e administração com o mesmo foco. 

O projeto, que visou atender a certificação LEED desde sua concepção, recebeu o certificado no ano de 2010. Um dos pontos que favoreceram o hospital na obtenção do mérito foi o seu pacto em se comprometer com algumas diretrizes ambientais, como por exemplo: 

Uso racional de água e energia.
Verificação cuidadosa na utilização de materiais durante a construção do novo prédio.
Respeito aos vizinhos.
Diminuição de resíduos em redes de drenagem.

O pavilhão Vicky e Joseph Safra, que conta com 70.209 m2, e foi concebido pela companhia de arquitetura Albert Kahn Family of Companies Kahn do Brasil Ltda., é considerado um marco de inovação sustentável, mesmo que para um hospital com longa tradição atuante no setor.
Programa Einstein de Sustentabilidade

O Programa Einstein de Sustentabilidade é a base ideológica por trás de todas as iniciativas sustentáveis do hospital. No portal da instituição na internet, é possível ter fácil acesso aos materiais que permeiam essa rotina do Albert Einstein. O intuito, segundo o próprio é o de tratar a sustentabilidade como uma prioridade estratégica.

Toda esta cultura sustentável do Einstein acaba envolvendo a realidade dos profissionais que lá atuam. “No Einstein existe um programa que desenvolve as atividades sem comprometer as gerações futuras. Permite o melhor para as pessoas e para o meio ambiente. Esse é o princípio da sustentabilidade empresarial e uma das prioridades estratégicas do Hospital Israelita Albert Einstein. As iniciativas são focadas na reciclagem, na gestão do desperdício alimentar, uso racional da água, energia e descarte adequado de materiais eletrônicos, pilhas e baterias, entre outras”, comenta Cláudia Ociscki. A biomédica ainda nos revela algumas informações sobre o material físico do hospital. “Houve a instalação de um aquecedor solar para aquecimento da água na unidade de Transplante de Medula Óssea, lixeiras para pilhas e baterias distribuídos por todo o hospital, cozinha verde para controlar o desperdício. também houve substituição de copos descartáveis por 100% recicláveis.” 

Há ainda algumas outras iniciativas, que vão desde a substituição de copos plásticos por recipientes recicláveis, até a Cozinha Verde, que nada mais é do que a rede de alimentação do Albert Einstein, que visa, além de uma alimentação saudável para seus colaboradores, a redução no desperdício de alimentos. A cozinha verde foi outra iniciativa de sucesso da instituição, que teve sua iniciativa credenciada em 2010 pela Fundação para a Pesquisa Ambiental (FUPAM) com autorização para uso promocional do selo e logotipo do programa Green Kitchen Operação.

Tradição em nome da sustentabilidade

Sob o prisma de atender demandas da responsabilidade social, O Hospital Israelita Albert Einstein mantém desde seu início, ações louváveis no campo da sustentabilidade humana, ambiental e, obviamente, na humanização e qualidade do atendimento aos pacientes. Vale salientar que a instituição oferece assistência a mais de 15 anos a crianças carentes de Paraisópolis. O hall de ações do Einstein não para de crescer, favorecendo assim a sociedade paulistana. 

João F. Barros




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