Casar e ter filhos nem sempre é sinônimo de felicidade para as mulheres, afirma psicóloga
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| Fonte: Thinkstock |
Formar uma família deixou de ser sinônimo de felicidade para algumas mulheres há algumas décadas. Na década de 60 com a descoberta da pílula anticoncepcional, as mulheres puderam trilhar caminhos profissionais que antes eram exclusivamente masculinos. E essa descoberta permitiu às mulheres a descoberta de um novo estilo de vida.
A psicóloga Viviane Regino, da linha jungiana e especialista em arte-psicologia, comenta que essa mudança no estilo de vida das mulheres trouxe certo receio em ter que provar o seu talento dentro e fora de casa. “Nesse processo elas acabaram descobrindo que, como os homens, possuem as mesmas necessidades, e nem sempre é preciso colocar o papel materno como prioridade”. Todas as mulheres tem como dom maior o cuidar e educar, isso são questões hormonais, que hoje nem sempre recai sobre a vida familiar.
Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica, diz que nem todas as mulheres conseguem se identificar apenas com o conceito “Complexo Materno”. As mudanças sociais e a necessidade de realização profissional da mulher fez com que a ideia de sentimentos associados com a experiência e a imagem da mãe se juntasse à necessidade de segurança, dentro e fora do casamento. No entanto, a junção desses aspectos não fez com que a carga de responsabilidade da mulher diminuísse, exige apenas que essa felicidade seja bem planejada, retardando um pouco a questão maternal.
Para a psicóloga, a felicidade depende das necessidades básicas que são iguais para todos, como saúde, segurança, amor, admiração e realização pessoal, que pode ser suprida de muitas formas. A necessidade maternal vai depender da questão emocional de cada um. “É possível, sim, ser feliz das mais diferentes formas. Construir seu abrigo para a felicidade é algo muito maior e mais complexo do que a satisfação dos instintos. Um filho passa a ser o projeto de vida, a razão de viver e a esperança futura, seja este filho humano, institucional, social ou até mesmo aquela criança que existe dentro de nós que ainda precisa crescer e amadurecer. O relacionamento é fundamental para a felicidade, seja com o nosso interior ou com as opções que o mundo oferece”, finaliza.
Sabrina de Lima

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