segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O belo. O feio. As linguagens artísticas a todo o momento são avaliadas por esses pontos, a beleza e a feiura. Para muitas pessoas esses pontos ajudam a entender se gostamos ou não.

Entre as importâncias da vida, saber o que gosta e o que não gosta é vital. Porem para gostar não precisa necessariamente ser belo, e entender a linha tênue que existe entre ser feio por não ser belo e ser feio por que me incomoda é uma tarefa não muito agradável.

Afinal a feiura é mais próxima da compreensão e a beleza é mais próxima da sensação. O autor Humberto Eco escreveu dois livros muito interessantes:

Reprodução/Duda Molinos

E se te perguntasse qual dos dois livros você acredita vender mais?

Tentar compreender a feiura pode-nos levar por caminhos internos encontrando conceitos e preconceitos e justamente o livro Historia da Feiura é o mais difícil de encontrar nas livrarias.

Escrever sobre beleza e feiura seria mais fácil se possível fosse, escrever somente perguntas:

O que é belo?
O que é feio?

Por que as perguntas são provocações as nossas ideias de gosto e como boas provocações é preciso estar disposto a responder. E como se obtém respostas verdadeiras? A construção de suas ideias de gosto e beleza foram feitas a que modo? Existe um limite sobre a interferência de outras opiniões em suas opiniões?

Então entre os diversos questionamentos que podem surgir é permitido corrigir as perguntas o que é belo e o que é feio por:

O que eu acho belo? ou O que é beleza para mim?
O que eu acho feio? ou O que é feiura para mim?

Mas não é permitido esquecer que vivemos em uma sociedade que gastamos muito tempo olhando para fora do eu que sou ou seja do eu que você é, e o preocupante é que o que olhamos, muitas vezes, não escolhemos.

Para entender o que é belo e o que é feio é importante compreender os seus verdadeiros valores e para conhecer, perceber ou entender esses valores é preciso olhar para dentro de si.

Olhar que necessita fechar os olhos e ao fecha-los muitos encontram vasta escuridão tão escura que fara abrir os olhos. E então pergunto:

E se você conseguir manter os olhos fechados só mais um pouquinho?

Perceberá que a escuridão já não é preta como via ou pensava que via nos primeiros 3 minutos e conseguir os próximos 2 minutos trará um degrade de preto se formando e com mais 1 ou 2 minutos poderá perceber que o degrade não é de cor preta, mas de várias cores com seus tons mais escuros.

E o que a beleza ou a feiura tem a ver com a escuridão que existe quando fechamos os olhos?

Tudo. Por que somente com a claridade é que podemos enxergar as cores e tudo, tanto fora como dentro. E enxergando observamos o que gostamos, o que é belo, o que não gostamos, o que não é belo e o que é feio. De dentro para fora sem permitir que nossos valores sejam ou estejam invertidos por interferência de alguém ou algo.

E a beleza e a feiura se distanciam de tal forma que o feio pode passar a ser belo e o belo passar a ser feio, é nesse momento que ditados populares podem ou não começar a fazer sentido.

“Quem ama o feio, bonito lhe parece.”
“A beleza esta nos olhos de quem vê.”

Vivemos em um mundo tridimensional, o poder de olhar seis óticas diferentes.

Reprodução/My Walls

Beleza em olhar, é olhar o circulo, a roda, o zero, que muitas culturas conhecem a beleza sem começo nem fim.

Aprender a aprender o que é belo ou o que é feio, para você, provoca a individualidade, as decisões, o olhar, o tempo para olhar, o respeito com o seu tempo de perceber. Aprender a olhar como um observador sem julgamento sem questionamento e somente ao fim da observação pressentir e perguntar.

Olhar e ver são muito mais que palavras que indicam uma ação, são ações diferentes.

Filtre o que os seus olhos colocam dentro de você. Escolha o que realmente você quer ver, e o que realmente você quer olhar.

A seguir entrevista Humberto Eco sobre a Historia da Feiura:





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