segunda-feira, 11 de novembro de 2013

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Encontrar uma imagem que represente a estesia é uma tarefa muito difícil. Estesia é o encantamento do momento e cada ser tem o seu momento, e nunca é igual para o outro.

Marina Belotti - Reprodução

Estesia e estética são palavras irmãs assim como nos conta o autor João Francisco Duarte Junior explicando que estar aberto para uma experiência é importante e é o melhor e mais fácil caminho para uma experiência estética.

“Estesia”, palavra irmã de “estética”, tem sua origem no grego aisthesis, que constitui a ideia de estar aberto a sentir, disponível ao sentimento do belo. Se buscarmos o seu antônimo, “anestesia”, termo cotidianamente usado, temos o significado de privação da sensibilidade e consciência; é a negação do sensível. Estar em estado de estesia é “ser sensível para perceber e organizar os estímulos que lhe alcançam o corpo”. Duarte Junior.

A arte possui varias linguagens algumas mais conhecidas como cinema, teatro, musica, pintura e outras menos conhecidas como videoart, performance, bodyart, instalação, nomes recebidos no momento conhecido como arte contemporânea, o importante mesmo é que todas as linguagens artísticas independente de seus nomes podem nos propor uma experiência estética. A criatividade do artista é muito importante, mas mais importante é o momento do espectador e de sua abertura a essa experiência como Duarte Jr. nos conta.

O melhor exemplo para essa via de mão dupla entre o espectador e a arte são as crianças em ambas as situações. Observar a forma que as crianças aprendem sem preconceitos e a criatividade que elas têm em resolver um problema com  espontaneidade. Logo não é preciso ser um expert em artes para ter uma experiência significativa com uma obra.

E é a experiência estética que eu gostaria de propor, ou seja o grande questionamento pessoal “O que me leva a ter uma experiência estética?”

A arte possui muitas linguagens, mas é a estesia quem conduz a uma experiência estética.

Alguns artistas fazem uso do som para suas obras. A vibração do som, o surgimento do som são algumas possibilidades de questionamento para a produção artística, em 2011 fui visitar um museu localizado na Rua B nº 20 em Minas Gerais - INHOTIM - e no topo mais alto dessa fazenda que virou um museu a céu aberto encontrei uma obra que me proporcionou uma deliciosa experiência estética, Sonic Pavilion, uma obra que levou 5 anos para ser construída.

Instalação "O Som da Terra". (Foto: Priscila Brandão - Site Oficial)
A fotografia de Priscila Brandão por si já é belíssima e a luz é quem desenha para a câmera captar essa galeria que comporta a instalação do criativo artista Doug Aitken em que o som é a importância, eu tive o prazer de sentir e ouvir a vibração do som da terra. 

Essa “galeria” guarda um buraco com 202 metros de profundidade para dentro da terra e com 5 microfones capta em tempo real o verdadeiro som da terra, um dos conceitos poéticos mais bonitos na arte, em minha opinião, que durante muitos anos nenhuma tribo conseguiu representar e agora graças a tecnologia e a criatividade é possível essa obra não palpável.

A seguir, uma matéria interessante sobre Inhotim:





Visite o site oficial do Instituto Inhotim clicando AQUI.







1 comentários:

Unknown disse...

Achei super interessante....vou ler mais sobre isso...