sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bem vindos à aleatoriedade semanal do Shiroh, galera dO Trem! Nesta semana falarei de duas obras que possuem o mesmo nome, mas se tornam tão distintas que acabam por se complementar: O livro [escrito por Matthew Quick] e o filme de “O Lado Bom da Vida” [dirigido por David O. Russell]!


[Capa do livro e pôster do filme no Brasil... A igualdade acaba aí! - Reprodução/Os sem biblioteca

Pat Peoples passou um período dentro de uma instituição psiquiátrica, por motivos os quais ele não se lembra. Ele está passando por um ‘tempo separados’ com sua esposa Nikki, e quer se tornar um novo homem, para chegar logo ao fim deste tempo. Para tal, está praticando ser gentil, e sempre enxergar o lado bom da vida em tudo, sempre se animar com o sol nascendo...

No entanto na verdade muitas coisas aconteceram no mundo de Pat enquanto ele esteve no ‘lugar ruim’, como ele costuma chamar...

Tentando recomeçar, Pat vai morar com sua mãe e seu pai, que nunca fala com ele a não ser que seja durante um jogo dos Eagles, time de futebol americano que ele idolatra. Entre as sessões com seu terapeuta, os momentos que têm com seu irmão – que considera muito preciosos – e os demais momentos que passa com todas as pessoas ao seu redor que tentam animar-lhe e fazer-lhe seguir, muito embora com métodos estranhos, Pat é apresentado a Tiffany, uma linda mulher que perdeu tragicamente o marido e que também está tentando recomeçar. Tiffany já começa a nova amizade com Pat oferecendo-lhe sexo, no entanto Pat só pensa em Nikki e a recusa... Os dois se abraçam e acabam chorando muito... E a amizade ‘diferente’ entre eles começa a se desenvolver...

O livro de “O Lado Bom da Vida” é muito profundo e explora muito mais sentimentos do que o filme, visto que o filme consegue tratar o enredo com maior positividade, dando uma nova roupagem para os personagens. Mas eu recomendo os dois, pois com o livro temos o ‘cinza’ de um enredo que trata o personagem principal como anti-herói, e aonde todos os acontecimentos possuem um peso, que é refletido por Pat sempre culminando em uma nova lição. No filme, Pat leva os dias de maneira mais leve, mas seu aprendizado ainda sim é reconhecido e importa muito do início ao fim da película. Tiffany é mais leve no filme, mas ainda sim vemos em seu olhar aquele pedido de salvação desesperado [que inclusive rendeu um Oscar para Jennifer Lawrence, merecidamente]...

As duas obras são maravilhosas, fazendo-nos pensar no que é ‘loucura’ e no que é ‘sanidade’. Pat, ao ler livros que são considerados clássicos da literatura mundial, mas que possuem finais infelizes fica extremamente magoado, pois não consegue entender como livros como aquele, que negam ‘o lado bom da vida’ podem ser recomendados ‘para jovens, que estão começando a entender a vida e lutar por seus sonhos’?

Um pouco de romance, um pouco de comédia, e absolutamente, muita humanidade nas duas obras de “O Lado Bom da Vida”! Altamente recomendado! 

Deixo-os com o trailer do filme, excelente do início ao fim! Bom pensar a quem se aventurar!
Grande abraço e até a próxima!!!





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