terça-feira, 12 de novembro de 2013

Reprodução / Critical Theory.com
Pensando sobre como começar a explanar a temática “social”, especificamente da Questão Social, pois este assunto é  dinâmico e complexo, e porque não dizer moda, já que se tornou um assunto muito presente nas políticas de governo e nas discussões da sociedade civil organizada (e até a “desorganizada”, diga-se de passagem)? Diante dos últimos acontecimentos, em que manifestação social é assunto em cada esquina, logo me veio à cabeça falar sobre a base de tudo, abordar a relação entre burgueses e proletários ou ainda entre explorados e exploradores, sendo necessário me reportar ao pensador crítico alemão Karl Marx, haja vista que ele discutiu tal relação e construiu a Teoria Social Crítica.

Obviamente que sou simpatizante desta teoria social crítica, visto que acredito que vivemos em uma sociedade de classes, na qual uns são os donos dos meios de produção e outros são os explorados, pois a partir do momento em que vendem a sua força de trabalho para estas pessoas que são donas das empresas, das máquinas, enfim dos meios de produção, passam a ser explorados, uma vez que do seu trabalho extrai-se a mais-valia, sobre a qual falarei adiante.

Enfim, vamos ao assunto, quem foi esse “Karl Marx”?  

Ele foi simplesmente um crítico da sociedade burguesa e da exploração que os empresários executavam sobre os trabalhadores. Fazendo uma análise breve, Karl Heinrich Marx nasceu em 1818 na Alemanha, em uma família judia de classe média, no ápice da II Revolução Industrial, em que a exploração da mão-de-obra era desumana.

Dentre as diversas obras que Marx escreveu, destacarei duas; “Manifesto do Partido Comunista” junto de Friedrich Engels (cientista social alemão, porém, viveu parte de sua vida na Inglaterra momento em que se aproximou de Marx problematizando a situação da classe trabalhadora na Inglaterra), e “O Capital”. 

O Manifesto do Partido Comunista (1848) faz uma crítica sobre o modo de produção capitalista, sobre a injustiça e opressão sofrida pelo operariado, e por fim convoca os trabalhadores do mundo a se unirem. Já na obra “O Capital” Marx explica como se dá a relação de exploração dos donos dos meios de produção (máquinas, ferramentas, empresas) sobre os trabalhadores (proletários) abordando conceitos econômicos complexos, como: a mais valia (que gera o lucro), o capital constante e variável, acumulação primitiva, salário e modo de produção capitalista.  

Em resumo, Marx afirma que precisaríamos trabalhar apenas metade do tempo que realmente trabalhamos para receber o nosso salário e que o restante do tempo é a mais valia, a qual é o lucro do capitalista. O processo de conhecimento da sociedade burguesa se deu a partir do método crítico histórico dialético, (não é palavrão, é uma teoria), ou seja, compreender a realidade social e a relação de injustiças e exploração de uns sobre os outros na sua totalidade, aprender que desde os primórdios da humanidade houve o domínio de uns sobre os outros, em outras palavras, quem domina e os dominados, acarretando consequentemente a pobreza e a exclusão social de uma parte da população. 

Levando em consideração isso tudo, chego a pensar que a injustiça é tanta sobre o proletariado, que era mais vantajoso ser escravo, visto que eles tinham: casa, comida e roupa (só as chibatadas que tô dispensando), mas brincadeiras a parte, o fato é que o proletário deveria pensar que sua renda não pode ser apenas para sobreviver, ou seja, pagar casa, comida, e roupa que na maioria das vezes são utilizadas para trabalhar, isso é sobrevivência, e cadê nosso lucro? Afinal como diz a música do Titãs “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. Impossível desfrutar de uma vida com o salário imposto, na minha humilde opinião, lazer e entretenimento também são necessidades básicas sim, e quem não pensa assim é certamente um capitalista egoísta, e que vê o operário como coisa, ou máquina que só vive para trabalhar. Os benefícios que o governo e os capitalistas dão, não passam de esmolas, ou melhor, são um “cala boca” para controlar a população.

Fácil dizer quem é o rico ou quem é o pobre, fácil classificar a sociedade em classe dominante e classe dominada, porém difícil é mudar a estrutura criada na sociedade com o intuito de controle social, pois, se todos se descobrissem como sujeitos de direitos, haveria outra revolução e ninguém quer isso, né? A quem convém mistificar o comunismo, que visa IGUALDADE SOCIAL, e é uma igualdade tendo como nivelamento uma boa qualidade de vida.

Convém ao capitalismo e seus parasitas difundirem a ideia de que comunismo é ruim, é arcaico, é utópico e até mesmo do diabo (porque é assim que a Igreja criou junto do Governo um modo de controlar o povo) o que já gera outro assunto também.

Depois de saber isso tudo... não dá uma revoltinha? ... Então temos motivos de sobra para manifestar. Como diria Karl Marx: “Proletários de todo mundo, uni-vos”. 





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