quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Registro realizado pela fotógrafa alemã Sandra Hoyn, mostra crianças tailandesas que, forçadas pelos pais, lutam diante de turistas e apostadores 


Reprodução / Site Oficial - Sandra Hoyn

A linha entre “práticas culturais” e o desrespeito aos direitos fundamentais do ser humano é extremamente tênue e dificilmente há consenso. Enquanto em terras brasileiras discute-se a redução da maioridade penal, em países árabes meninas são mutiladas em nome de sua cultura e religião milenar. Da mesma forma, diante de uma plateia extasiada, crianças tailandesas lutam em troca de dinheiro, não para si, mas para os apostadores, neste caso, seus próprios pais.

O registro feito pela fotógrafa alemã Sandra Hoyn, batizado de “Die Kampfkinder” ("Combate de crianças", em tradução livre) é realmente chocante. As fotos foram feitas em 2011, quando Sandra visitou a Tailândia. Os combatentes, crianças de 6 ou 7 anos, são forçadas pelos próprios pais a participarem das lutas que são assistidas por moradores e turistas. Os pais, é claro, fazem altas apostas confiando na vitória de seus filhos e os pressionam a ganhar as lutas. O detalhe importante é que as apostas são proibidas na Tailândia. 

Na cultura tailandesa, o  Muay Thai é parte da vida das crianças desde cedo, já que é o esporte oficial do país. Na esperança de que seus filhos se tornem celebridades do esporte, muitas crianças são enviadas para regiões rurais no nordeste da Tailândia, para Bangkok e outras grandes cidades, para os campos de treinamento com a ideia de que seus filhos se tornarão bons lutadores e serão capazes de ajudar a família financeiramente. O esporte está profundamente ligado às raízes do país e por conta disso, este tipo de prática é considerada “cultural”.

Confira as fotos!




Redação O Trem

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