sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Para espanto geral, pesquisa realizada nacionalmente afirma que resistir às tentações do Facebook é mais difícil do que dizer não ao álcool e ao cigarro


Uma pesquisa realizada entre 27/03 e 27/06 pela empresa de monitoramento de comportamento de mercado Hibou, em parceria com o aplicativo Opinion, revelou que de 2.362 usuários de Iphone de todo Brasil, apenas 1% não têm o aplicativo do Facebook no smartphone e 95% acessam inúmeras vezes ao dia, sendo o celular a grande via de acesso.

Hoje com o avanço da tecnologia as redes sociais têm forte influência também na área profissional, embora apenas 1% das pessoas entrevistadas diz usar o Facebook profissionalmente, contra 78% que usam para assuntos pessoais. O que mais chama a atenção é que dos 95% que acessam inúmeras vezes ao dia apenas 48% postam conteúdo diariamente, isso acontece por que no Facebook a vida das pessoas é editada para que só os melhores momentos, as mais belas fotos e os detalhes mais interessantes do dia a dia sejam expostos. Até os defeitos, quando compartilhados, são cuidadosamente escolhidos.

O vício em redes sociais é forte como o da dependência química. Como o viciado em drogas, que com o tempo precisa de doses cada vez maiores de uma substância para ter o efeito entorpecente parecido com o obtido no primeiro contato, o viciado em Facebook também necessita se expor e ler as confissões de amigos cada vez com mais frequência para saciar sua curiosidade.

O Facebook tem no mundo 901 milhões de usuários, sendo que 46,3 milhões residem no Brasil, Dora Goes, psicóloga do programa IPQ (Instituto de Psiquiatria do Hospital da Universidade de São Paulo), diz que 25% dos pacientes procuram ajuda no programa do IPQ para tratamento de vícios em redes sociais, e diz que, devido o número de usuários no Brasil esse percentual só tem a aumentar.



Sabrina de Lima


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