sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Restam sete etapas para o encerramento da temporada 2013 da Fórumula 1, e ainda não é certo a presença de um piloto brasileiro em uma equipe para disputar o torneio em 2014.


Foto: Reprodução/Tumblr
Se este fato acontecer o Brasil quebra uma tradição, pois desde a estreia de Emerson Fittipaldi, em 1970, em todas as edições até hoje o Brasil sempre teve um representante na maior e mais cara categoria de automobilismo mundial, a Formula 1.

O primeiro brasileiro a disputar esta categoria do automobilismo foi Chico Landi, pela Ferrari, no GP da Itália no circuito de Monza.
O piloto Felipe Massa, atualmente na Ferrari, não permanece mais na equipe para o ano que vem. Seu empresário tenta fechar com a Lotus, Force India e Sauber.
Quarto lugar na GP 2, Felipe Nasr, brasileiro de 21 anos, é um candidato a mudar de categoria e disputar a Formula 1 em 2014. O que parece pouco provável já que uma das esquipes que seu empresário/assessor tenta fechar negócio, a Toro Rosso, ter dito através de seu consultor, Helmut Marko, que Nasr não é candidato.
Outro nome muito comentado por quem vive o esporte de alta velocidade foi o atual piloto da Stock Car, Ingo Hoffmann. Hoffmann tem em seu curriculo 12 títulos na modalidade e tem três largadas na Formula 1 - GP do Brasil em 1976 e 1977 e da Argentina também em 77.
Ingo Hoffmann não acredita na hipótese de não haver pilotos brasileiros na competição em 2014 e deu uma declaração polêmica à imprensa: "Acho que a Globo (patrocinadora da F-1), deveria retirar uma parte da verba do patrocínio para apoiar pilotos brasileiros na Europa. Quero ver o que eles vão fazer com a queda de audiência"
Para especialistas como Luciano Burti, ex piloto da Stock Car e participante da F-1 em 2000 e 2001, é preciso um pouco mais. Burti acredita ser necessário uma categoria-escola no Brasil para pilotos brasileiros, como programas semelhantes que Inglaterra, França, Alemanha e Áustria fazem com seus futuros pilotos. Já Rubens Barrichello: "Só ter talento não é o suficiente. É preciso entender as causas no Brasil para que não se chegue a este ponto", complementa o ex-piloto.
Motivos como estes levam o que muitos preferem não acreditar: o inicio da crise no automobilismo brasileiro. O patrocínio da competição - modalidade é de suma importância, mas é consequência a formação e apoio aos futuros pilotos. Isto, para que não desmanchemos uma tradição de glórias na história do Brasil na Formula 1.

Thiago Carvalho

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